
E levanto da cama em mais
uma fria manhã.
Penso por várias vezes em me
ausentar do celular,
Trancar as portas e esquecer
onde as chaves estão,
Procurando por uma forma
qualquer de me isolar.
Tomo, então, um banho
escaldante e interminável;
Coloco uma musica que ecoa e
escoa junto a água,
Gotas que se confundem com
as lágrimas em meu rosto
E choro ao ponto de esgotar
todo e qualquer fôlego.
Então, já sem forças pra
me manter em pé,
Deito - sem sequer me secar -
em minha cama.
Me afogo por entre os
cobertores
Com a certeza de que vocês
não podem me ajudar.
Nem me arrisco em tentar
explicar.
Se nem consigo conversar,
Perder tempo seria desabafar.
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