Procurar

12 de dezembro de 2011

A Tal Fria Manhã



E levanto da cama em mais uma fria manhã.
Penso por várias vezes em me ausentar do celular,
Trancar as portas e esquecer onde as chaves estão,
Procurando por uma forma qualquer de me isolar.

Tomo, então, um banho escaldante e interminável;
Coloco uma musica que ecoa e escoa junto a água,
Gotas que se confundem com as lágrimas em meu rosto
E choro ao ponto de esgotar todo e qualquer fôlego.

Então, já sem forças pra me manter em pé,
Deito - sem sequer me secar - em minha cama.
Me afogo por entre os cobertores
Com a certeza de que vocês não podem me ajudar.

Nem me arrisco em tentar explicar.
Se nem consigo conversar,
Perder tempo seria desabafar.

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