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30 de novembro de 2011

Interrogações

Todos indagam e não compreendem... como ela sorri depois de tudo que viram acontecer? Usada, aprisionada, enganada... Humilhada, excluída e mal falada... Onde chega irradia algo puro, algo que não conhecem e não podem decifrar. Sorridente, educada, alegre e contagiante. Quem é essa? O que é isso? Como é possível? Se tornou irreconhecível aos que a viram poucos meses antes. Cabisbaixa, ombros caídos, semblante pesado; era essa sua realidade. Depois de toda a confusão que se metera, obviamente deveria seu quadro ter piorado. Eles apenas não entendem, porém não podem porque não O conhecem. Por mais que se esforçara no passado para esconder toda a sujeira em que estava metida, essa lama interior se refletia em seu olhar; não obteve sucesso em sorrisos por sua força. Num momento em que decidiu – por livre e sincero desejo – converter seu coração ao Que Tudo Pode, o mundo ao seu redor, aquele mesmo mundinho em que se isolava, tomou vida, coloriu-se. Agora os gostos são mais saborosos, as cores mais vibrantes, os sons mais melódicos.
Aqueles tantos que a rodeavam hoje já não existem mais. Tantos compromissos, presença disputada ou as centenas de presentes, tudo substituído por solidão. Isso aos olhos dos que não podem compreender, por mais que tentem. Essa tal "solidão" é que tem a mantido viva, feliz e em paz. Pela primeira vez pode entender e, mais, viver a “paz que excede todo entendimento” de que antes apenas ouvia falar. Aos olhos humanos é o exato momento em que deveria entrar em profunda depressão ou desistir de continuar a viver, mas é agora que seus sonhos tomaram maior proporção e se sente com toda a força para lutar e fazê-los acontecer. Essa força não é sua, ainda que tentasse, não poderia superar tamanha traição com tanta rapidez. Ele a encheu de Sua força enquanto estava fraca, substituiu seus maus desejos por lindos e novos sonhos, ressuscitou a menina pura que estava calada dentro de si enquanto seu egoísmo e rebeldia gritavam, abriu seus olhos para o que realmente importa: comunhão com Ele.
Comunhão é mais que conhecer, bem mais que conversar... é passar tempo! Ainda que em silencio, todo o tempo que podia perder com más companhias, agora são inteiramente voltados a Sua face. Busca, intimidade e comunhão, a “receita mágica” que os homens não compreendem. Enxergam-na perdendo tempo e deixando sua vida passar sem “aproveitá-la”, mas não há forma melhor de ganhar sua vida do que abrindo mão dela para permitir que seus desejos se alinhem aos do Pai. Ainda que não entenda o que Ele quer fazer, ainda que peça para que tome atitudes contrarias aos que queria, ela apenas obedece no amor! Sabe que, quando olhar para trás, terá total explicação do porque disso tudo, são os detalhes que guiam seus passos para chegar no exato lugar onde foi feita para estar.
A obediência tem trazido paz, alegria e esperança, não há nada que deseje mais que agradar a seu Amado. Se a alegria no Senhor é sua força, tudo o que precisa fazer é deixá-lo feliz, com sua vida, atitudes, escolhas e renuncias. Seu fardo tem sido leve, sua tribulação momentânea, seu deserto para crescimento. Nunca disse que não há choro, mas essas lagrimas a tem feito crescer, amadurecer e depender cada dia mais dEle, e ela O ama. Ama ouvi-lO, conhecê-lO, ver Seu agir... Ama o Amor. De nada adianta a ansiedade para enxergar o que há ao virar a esquina, perca de tempo é se esforçar para realizar suas vaidades, por isso ela diz: descanse! Não disse para ser irresponsável, mas deixá-lO fazer o que tens em sua vida, porque nenhum de seus maiores sonhos pode ser maior do que a realidade em que Ele deseja te colocar. Confie, ame-O acima de tudo e de todas as pessoas, anseie por comunhão e se alegre em meio a dor. Segundo Max Lucado, o seu caráter se revelará durante os invernos de sua existência, logo, penso que... ame-os. Todas as situações cooperam para o seu bem, confie no Senhor como ela o fez e confunda aos mais sábios ao verem Seus agir em sua vida.

28 de novembro de 2011

Cansei de Teoria

Cansei de teoria, livros e mente. O racional caiu, pra mim, no desuso. Tanto estudei, aprendi e fixei. De certo tiveram algum uso, mas o importante - não só agora como em todo o sempre - é o que fazer com tudo isso. Logo, o enfático deve ser o que fazes, bem além das meras palavras que dizes. Não digo para que pares de ler, apenas aconselho que ponha-se a praticar. Seja na dor, alegria, perda ou conquista... não desperdice situação alguma sequer, são elas que, quando bem aproveitadas, tornam-se experiências. Experiências estas que te fazem crescer, quando arrancada a teoria da mente e colocada em pratica. Resulta, por fim, em maturidade. Não queira perguntar quantos livros já li, quantos estudos freqüentei ou ate onde estudei, bem mais proveito terá se te contar quem perdi, do que abri mão e porque sorri. Aprendi mais com o que vivi, ouvi e vi do que tudo aquilo que li. Cresci mais quando precisei agir do que tudo quanto estudei. Sorri mais quando solucionei um problema pessoal do que aqueles tantos matemáticos. Fazer teoria acontecer, só assim posso me ver crescer. Enquanto fé é a certeza de algo que não se vê, maturidade é uma enxergável e nítida atitude. Agora vou ali, me sentar pra terminar mais um parágrafo, mais um capitulo de um longo livro. Esperando ansiosa as mais confusas situações cotidianas para, assim, então, poder saber o que ele teve a me ensinar.

26 de novembro de 2011

Observo as Cores

Observo as cores. No céu, do dourado ao róseo, do azulado ao negro... numa mesma pequenina folha tantos diferentes tons de verde! O abstrato desenho feito a mão na pelagem de cada zebra, onça pintada... parece que Deus brincou de colorir em alguns animais exóticos, quão vibrantes cores! O canto dos pássaros a me acordar, da cigarra ao entardecer e dos grilos que me fazem adormecer... a natureza é um espetáculo preparado pelo Senhor para nós. Cores e sons tão diversos, sabores e texturas pra brincarmos de experimentar. Vejo o lindo desenho dum raio, ouço o estrondoso som do trovão. A transição de cores no céu ao passar das horas e sinto as diferentes sensações da chuva... delicados pingos de chuvisco, densas e pesadas gotas de tempestade! As gotas da chuva criando melodias em meu telhado são, para mim, como a voz do Senhor a me ninar.

24 de novembro de 2011

As Artes

As artes parecem pulsar dentro de mim! Quanto mais eu estudo, mais eu quero aprender. Uma foto me faz imaginar o movimento realizado enquanto era eternizado; já um texto, me instiga a querer entender a evolução da técnica que alcançou quase a perfeição; quanto a um vídeo... ah, um vídeo. Filmes, espetáculos ou qualquer outra forma de movimento que flua pelo meu led... esses me fazem dançar. Apenas sorrio, mas sinto minha alma alegre dentro de mim. Depois de tanto absorver desse infinito mundo da dança, o sorriso antecede a discreta lágrima que escorre pelo meu rosto e me sinto, então, recarregada, motivada, ansiosa para criar, para me expressar, sem usar uma palavra sequer. O balanço das folhas na árvore que se move ao vento, depois deste sentido aguçado, enxergo uma bela coreografia espontaneamente criada pela própria natureza. A beleza das cores, dos cheiros, dos gostos, textura, melodias. A leveza da folha que cai, a velocidade dum beija-flor ou a força de um velho carvalho, tudo isso se torna arte. Mais que uma criação de Deus, toda a natureza O louva constantemente. Apenas olhe, pare e observe. Esqueça o tic-tac do relógio, o semáforo que abre e fecha, as buzinas, celulares... Olhe em volta e veja que o mundo dança, ouça o som que flui de cada movimento. Mais que um vaivém, uma expressão de adoração nos mais discretos lugares. Largo minha bolsa, arranco meus sapatos, sinto o vento me envolvendo e me esqueço do que estava indo fazer, de qual problema ia agora resolver. Força, leveza, equilíbrio, descentralizo... Cresço e caio, rolo e salto, giro e observo... Contração, alongar, core, esterno... Os movimentos nunca cessam. Não preciso da música, preciso apenas que essa paixão não se esfrie, que esse desejo que arde em mim permaneça a me dar o fôlego da alegria. Não preciso da linearidade, simetria ou delicadeza de uma intocável bailarina, apenas crio. Coreografo junto aos pássaros, balanço junto às flores, surpreendo como a maré. E então sigo novamente às filas, a correria, a minha rotina... Coisas essas que não me permitem parar, mas não me impedirão também de dançar!

22 de novembro de 2011

ARte

Seu corpo precisa do ar, assim como o meu de arte. Chora, grita, sorri, silencia... e respira! Mas os meus brônquios necessitam que eu dance... é isso que me mantém viva. Enquanto você inspira o ar, a arte me inspira.