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21 de junho de 2012




Um dos momentos mais difíceis de sua vida, ao menos até aqui. Falar sobre o erro dói, mas é esta uma dor necessária, traz cura, cicatriza. Expor fraquezas pode não ser agradável, apenas não se acovarde em citá-las. Entra em seu quarto após longo e importante diálogo e... chora. Lágrimas dançam insistentemente por seu rosto, senta em sua cama e apoia o rosto sobre as mãos encharcadas de arrependimento. Delicadas lágrimas destroem correntes, arrombam prisões e ressuscitam sua verdadeira essência. Põe-se em pé e inicia seu mais belo desabafo, - novamente - dança. Não se cansa de repetir tal cena, é nesta que consegue ser o mais sincera que pode. Dança aos prantos, dança e brada por cura, dança e escreve sua oração em cada singular passo. O que sente tem queimado, rasgado seu peito. Mais difícil que assumir o erro foi reconhecê-lo como tal, mas – agora que seus olhos foram abertos – retorna ao início de tudo e, sem hipocrisia alguma, se derrama em adoração. Purifica meus olhos e meus olhares; minha boca e minhas palavras; meus ouvidos e entendimento. Purifica meu coração e, nele, meus sentimentos.